Nadia Gamal é filha
de mãe italiana e pai grego. Nascida como Maria Carydias em
Alexandria no Egito, sabia tocar piano, era versada em diversas
modalidades de dança como ballet e sapateado e começou a atuar
junto com sua mãe no teatro e dançando músicas folclóricas
europeiass. A oportunidade da dança do ventre veio aos 14 anos com
um convite para dançar no Líbano, apesar da proibição do pai
devido a pouca idade da bailarina. Depois de começar a carreira,
transformou-sem uma bailarina muito popular, estrela de vários
filmes árabes e indianos. Em 1968, foi a primeira bailarina de
dança do ventre a se apresentar no Baalbeck International Festival.
Dançou no Cairo Opera House para o rei Hussein e para o xá
iraniano. Fez turnê pela Ásia, Europa, América Latina, América do
Norte. Falava sete línguas e foi a primeira bailarina a dançar o
Zar em uma performance oriental. Foi diagnosticada com câncer em
1990 e, durante o tratamento, contraiu pneumonia e morreu.
É conhecida pelo
trabalho de chão que faz em suas danças, pela dramaticidade
provavelmente herdada de sua mãe, que trabalhava no teatro, pelos
deslocamentos rápidos e grande intensidade em seus movimentos. Usava
magistralmente os snujs. Relacionou-se amorosamente com Farid El
Atrach (cantor e ator), Setrak Sarkissian (músico), Shafiq Hashe
(violinista), e Mounir Maasiri (cineasta).
Sempre dizia que:
“eu
danço para mim mesma, não para a plateia. Eu tenho sido uma
bailarina profissional por mais de 35 anos e ainda me sinto como uma
estudante. Um artista não pode nunca parar de aprender porque a arte
não tem limites. A dança oriental é a dança da feminilidade e a
bailarina deve expressar o que sente com o corpo, a face, as mãos...
amor, fúria, alegria, ódio”


