A fibromialgia machuca tanto o corpo que a alma se despedaça. Não é possível falar dessa doença sem falar da depressão. Sem dormir, com dores absurdas, um mundo carregado de incompreensão, levam a mulher a uma tristeza profunda, a acreditar que é incapaz e que tem menos valor. Relacionamentos são prejudicados e tudo é só uma casa desabando. Eu tenho os dezoito pontos da dor e sei que, nos momentos da crise, dá vontade de se bater contra a parede, de desistir, de ficar deitada e apenas chorar.
É nessa hora, entretanto, quando nada faz sentido, quando a vida é um fardo, quando não se vê saída, que a subida para o bem-estar pode ter seu início. Levanta e dança! Vai doer, você não terá forças, estará exausta, mas se OBRIGUE. As endorfinas vão começar a circular, seu corpo irá se soltar e as dores, se não diminuírem, pelo menos terão importância menor que a alegria de ver que seu corpo também é capaz de coisas tão bonitas.
Não há remédio que cure, não há tratamento que cure. É a batalha de uma vida inteira. Sim, haverá momentos em que a cama será o único desejo, que você irá gemer e chorar. Pega tuas lágrimas e DANÇA! O movimento, a música de que você gosta, o alongamento, a força, alcançar aquele passo, tudo isso é melhor que Lyrica, Cymbalta, Fluoxetina, Venlafaxina e qualquer outra droga que nos rouba de nós mesmas. A dança é uma arma a seu favor nesse combate, é sua ilha de bem-estar, é o arco-íris a ser visualizado quando tudo ficar cinza, é ali que você irá colocar seu coração nos momentos de grande dor. Um dia de cada vez. E dança todo dia.
Para dançar e ser feliz, observando a beleza do próprio corpo e a importância de ser única.
Rádio da Innana
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