Rádio da Innana

terça-feira, 15 de abril de 2014

CANDELABRO

Dança na qual a bailarina usa um candelabro sobre a cabeça. Recomenda-se que haja um véu sobre a cabeça, embaixo do candelabro.
O candelabro pode ter de 7 a 14 velas, dependendo da preferência. Quanto menor o número de velas, menor o candelabro, e mais delicado.

Seu nome egípcio é Raks El Shamadan e sua provável origem é grega ou judaica.
É uma dança antiga que fazia parte das celebrações egípcias de casamento, nascimento e aniversários, como ainda o é em muitos países árabes.

Assim, é comum que uma bailarina entre como em um cortejo à frente dos noivos, dançando com o candelabro. Desta maneira ela procura iluminar o caminho do casal, como uma forma de trazer felicidade para ele. É uma dança que serve para celebrar a vida e a união entre as pessoas.
Não tem traje ou ritmo específico, mas geralmente dança-se ao som do ritmo Zaffe ou na versão mais lenta do Malfuf.

De qualquer forma é importante que a música seja lenta, pelo menos na maior parte do tempo, pois com o candelabro não é possível realizar muita variedade de movimentos rápidos.

É uma dança que requer mais movimentos delicados e sinuosos, além de bastante equilíbrio.




http://www.centraldancadoventre.com.br/modalidades/15-danca-do-candelabro

Ju Marconato - Dança com Candelabro (+playlist)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

أم كلثوم ــ أنت عمري ــ كاملة

OUM KANTHOUM


Oum Kanthoum foi uma cantora egípcia que, não se sabe com precisão, entre 1894 e 1904. Nascida de uma família pobre, demonstrou, desde cedo, seu talento indiscutível. Seu pai era um imã local que convidava as pessoas para as orações e recitava o Alcorão em ocasiões festivas. 

Talvez, essa sua base religiosa, musicalmente profunda no universo árabe, tenha lhe oferecido a emoção inigualável em suas performances musicais. Aos doze anos, seu pai a disfarçou de menino para que pudesse integrar a companhia de recitação que ele dirigia. Quando sua família se mudou para o Cairo, seu pai fez questão de contratar professores de música para aperfeiçoar o talento da filha. 

Orgulhosa de sua origem humilde, Oum Kanthoum era uma mulher regiamente instruída, versada em literatura árabe e francesa. Seu encontro com Ahmed Rami renderam 137 canções e um aprofundamento na poesia árabe. Grandes compositores criavam especialmente para ela. Atuou no cinema e transitava do clássico ao popular. Suas músicas também falavam do homem do povo e de suas lutas. Morreu no dia 03 de fevereiro de 1975, vítima de um ataque cardíaco. Ouça sem olhar o relógio, permita que a música te envolva e me conte a experiência. Beijos de chocolate.

 https://www.youtube.com/watch?v=LH9PklSzkAY