Rádio da Innana

sexta-feira, 9 de outubro de 2015


FIFI ABDO


Fifi Abdo, nasceu, provavelmente, em 26 de abril de 1953. Seu nome de nascimento é Atiaat. Seu pai era um policial e sua mãe uma dona de casa que cuidava dos cinco filhos que gerou e mais de outras seis crianças filhas do marido. Aos 12 anos, Fifi já havia decidido que seria dançarina. Fugiu de casa com uma vizinha que dançava em um grupo folclórico e aos treze anos já se apresentava. Alta para a idade e de porte elegante, era chamada de The Filly. Admirava Naima Akef, Samia Gamal, Tahia Carioca.
Tem o temperamento forte, assertivo, anda sempre acompanhada de guarda-costas e fica quase tanto tempo nos tribunais quanto nos palcos. É uma das mulheres mais ricas do Egito, possui mais de cinco mil figurinos, carros de luxo e apartamentos no Cairo. A polícia moralista está sempre em conflito com o comportamento livre dela, tanto na dança quanto na vida. Casou cinco vezes, o primeiro foi um casamento arranjado quando ela tinha quatorze anos, e tem três filhas. A mais nova foi adotada quando Naima Akef, quem primeiro adotou a menina, morreu quando ela ainda era um bebê.
Ainda muito jovem, dançava em casamentos e em hotéis cinco estrelas acompanhada por sua madrasta. Fifi afirma que nunca teve aulas com ninguém, que tudo o que aprendeu veio de si mesma e da observação. Estudou inglês por conta própria para usar em seus workshops pelo mundo. É uma bailarina que domina o improviso, não faz coreografia. Atuou em vários filmes, Dona de uma presença de palco cativante, que flerta e brinca com o público, é dona de um dos quadris mais famosos da dança do ventre. Afirma que usa as pernas para aumentar o seu shimmie, mas que ele nasce dos quadris e não das pernas. Seus tremidos são famosos, assim como o chute no bastão no solo para que el vá até seu ombro, pequenos saltos antes dos giros, pequenas paradas durante seus movimentos sinuosos, olha para sua barriga durante o shimmie, tem as mãos relaxadas e gosta de usar acessórios como a shisha durante suas performances. É acompanhada por uma banda de 25 a 40 músicos, mulheres dentre eles. Canta a música que está dançando. A garota baladi, que não perde o frescor da dança, afirma que “a dança é uma das coisas na minha vida que eu realmente amo, ela me deu tudo”. Apesar de sua fama internacional, sofreu duras críticas e represálias por ter alimentado famílias pobres, que não deveriam receber o dinheiro vindo de uma dançarina, foi condenada a três meses de prisão por movimentos “indecentes” em sua dança, por exemplo. É uma grande gestora de sua imagem de mulher forte e determinada, desde nas novelas que estrela, quando no mundo dos negócios.