FIFI ABDO
Fifi Abdo, nasceu,
provavelmente, em 26 de abril de 1953. Seu nome de nascimento é
Atiaat. Seu pai era um policial e sua mãe uma dona de casa que
cuidava dos cinco filhos que gerou e mais de outras seis crianças
filhas do marido. Aos 12 anos, Fifi já havia decidido que seria
dançarina. Fugiu de casa com uma vizinha que dançava em um grupo
folclórico e aos treze anos já se apresentava. Alta para a idade e
de porte elegante, era chamada de The Filly. Admirava Naima Akef,
Samia Gamal, Tahia Carioca.
Tem o temperamento
forte, assertivo, anda sempre acompanhada de guarda-costas e fica
quase tanto tempo nos tribunais quanto nos palcos. É uma das
mulheres mais ricas do Egito, possui mais de cinco mil figurinos,
carros de luxo e apartamentos no Cairo. A polícia moralista está
sempre em conflito com o comportamento livre dela, tanto na dança
quanto na vida. Casou cinco vezes, o primeiro foi um casamento
arranjado quando ela tinha quatorze anos, e tem três filhas. A mais
nova foi adotada quando Naima Akef, quem primeiro adotou a menina,
morreu quando ela ainda era um bebê.
Ainda muito jovem,
dançava em casamentos e em hotéis cinco estrelas acompanhada por
sua madrasta. Fifi afirma que nunca teve aulas com ninguém, que tudo
o que aprendeu veio de si mesma e da observação. Estudou inglês
por conta própria para usar em seus workshops pelo mundo. É uma
bailarina que domina o improviso, não faz coreografia. Atuou em
vários filmes, Dona de uma presença de palco cativante, que flerta
e brinca com o público, é dona de um dos quadris mais famosos da
dança do ventre. Afirma que usa as pernas para aumentar o seu
shimmie, mas que ele nasce dos quadris e não das pernas. Seus
tremidos são famosos, assim como o chute no bastão no solo para que
el vá até seu ombro, pequenos saltos antes dos giros, pequenas
paradas durante seus movimentos sinuosos, olha para sua barriga
durante o shimmie, tem as mãos relaxadas e gosta de usar acessórios
como a shisha durante suas performances. É acompanhada por uma banda
de 25 a 40 músicos, mulheres dentre eles. Canta a música que está
dançando. A garota baladi, que não perde o frescor da dança,
afirma que “a dança é uma das coisas na minha vida que eu
realmente amo, ela me deu tudo”. Apesar de sua fama internacional,
sofreu duras críticas e represálias por ter alimentado famílias
pobres, que não deveriam receber o dinheiro vindo de uma dançarina,
foi condenada a três meses de prisão por movimentos “indecentes”
em sua dança, por exemplo. É uma grande gestora de sua imagem de
mulher forte e determinada, desde nas novelas que estrela, quando no
mundo dos negócios.
