Rádio da Innana

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nadia Gamal (1937-1990)



Nadia Gamal é filha de mãe italiana e pai grego. Nascida como Maria Carydias em Alexandria no Egito, sabia tocar piano, era versada em diversas modalidades de dança como ballet e sapateado e começou a atuar junto com sua mãe no teatro e dançando músicas folclóricas europeiass. A oportunidade da dança do ventre veio aos 14 anos com um convite para dançar no Líbano, apesar da proibição do pai devido a pouca idade da bailarina. Depois de começar a carreira, transformou-sem uma bailarina muito popular, estrela de vários filmes árabes e indianos. Em 1968, foi a primeira bailarina de dança do ventre a se apresentar no Baalbeck International Festival. 

Dançou no Cairo Opera House para o rei Hussein e para o xá iraniano. Fez turnê pela Ásia, Europa, América Latina, América do Norte. Falava sete línguas e foi a primeira bailarina a dançar o Zar em uma performance oriental. Foi diagnosticada com câncer em 1990 e, durante o tratamento, contraiu pneumonia e morreu.

É conhecida pelo trabalho de chão que faz em suas danças, pela dramaticidade provavelmente herdada de sua mãe, que trabalhava no teatro, pelos deslocamentos rápidos e grande intensidade em seus movimentos. Usava magistralmente os snujs. Relacionou-se amorosamente com Farid El Atrach (cantor e ator), Setrak Sarkissian (músico), Shafiq Hashe (violinista), e Mounir Maasiri (cineasta). 

Sempre dizia que: 

 “eu danço para mim mesma, não para a plateia. Eu tenho sido uma bailarina profissional por mais de 35 anos e ainda me sinto como uma estudante. Um artista não pode nunca parar de aprender porque a arte não tem limites. A dança oriental é a dança da feminilidade e a bailarina deve expressar o que sente com o corpo, a face, as mãos... amor, fúria, alegria, ódio”


Nenhum comentário:

Postar um comentário