1939-1966
Naima Akef era neta
de um ex-oficial, professor de ginástica e treinador que resolveu
entrar no ramo do circo. Seus pais eram acrobatas e, aos quatro anos
já se apresentava com a família. Aos quatorze anos, Naima enfrentou
o divórcio de seus pais. Seu avô conseguiu um teste para ela com
Badia Masabni, e ela conseguiu seu primeiro contrato. Aos quinze
anos, já era uma bailarina conhecida. No Ki Kat Club conheceu seu
futuro marido, Hussein Fawzy, uma famoso diretor de cinema, e apesar
da diferença de 25 anos deidade, se casaram. Aos quinze anos, ela
já era uma estrela de cinema.
Ganhou vários concursos. Dançou mais em
filmes que em clubes noturnos. Ficou conhecida pela sua generosidade
e disponibilidade em ajudar. Era excelente na criação de suas
rotinas de dança e também seguia com rigor as coreografias feitas
para ela. Contam-se duas famosas histórias a respeito de Naima. Uma
delas, ela, ao invés de descansar nos intervalos das gravações de
um filme, se dispõe a ensinar uma das figurantes que estava com
dificuldade em executar os passos. A outra conta que Naima despertou
muita inveja nas bailarinas que se apresentavam com ela no Badia
Club. As invejosas se juntaram para machucá-la, mas ela conseguiu se
defender e revidar graças a sua força e agilidade. Todavia, perdeu
o emprego e conseguiu se posicionar no clube onde encontrou seu
primeiro marido. As raízes ciercenses de Naima encontram expressão
em sua dança, na expressividade de seus movimentos, na
expressividade que lhes oferece, na teatralidade de suas
apresentações.
Ela se divorciou de
se seu marido em 1958 e casou-se, posteriormente, com Salah Abdel
Aleem, com quem teve um filho. Retirou-se ainda cedo dos palcos e do
cinema para dedicar-se a seu filho. Naima morreu, aos 27 anos, vítima
de câncer.

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